segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nau

Você já reparou que sempre me deixa um pouco mais louca com essas histórias de seus sonhos, com esses mergulhos em mares desconhecidos e como, de alguma forma mágica, você acaba por me vincular a cada um dos detalhes? E isso sempre acontece envolto a vozes que embalam meus pensamentos e me levam com você pelas notas tão lindamente escolhidas para que meu coração encontre em suas palavras alguma espécie de porto, de cais, de calma. Aqueles sons que vêm com a brisa e nos deixam perguntando que roteiro é esse, de que filme, de que história tão bem guardada ele saiu.

E se eu contar alguma coisa entre parênteses, se esconder por entre os pontos minhas surpresas, deguste-as como aquelas delícias que a gente abandona na hora do mergulho, em alguns oceanos muito profundos, onde o vento traz e leva tanta saudade, tanta vontade desse paladar salgado que emoldura diálogos e molha as pistas que conduzem a novos encontros, indiferente da tela, indiferente da linha, indiferente de.

1 comentários:

  1. Essa linha entre o que se faz inconscientemente e vira sensação, tátil, consciente... sei não, mas merece atenção. Pra mim, carrega fortes possibilidades de RECEITA. Das boas...
    ;-)

    Beijos, lindume!

    ResponderExcluir